A pandemia abriu novas possibilidades de uso para os códigos QR, como leitores de passes de mobilidade para determinadas atividades. Eles também são usados em viagens aéreas, ônibus e até em cardápios de restaurantes. É um mecanismo intuitivo com o qual já nos acostumamos. Mas o que está por trás dos códigos QR? Como eles funcionam? Para começar, os primeiros elementos a serem considerados são os quadrados dos cantos, que servem como a estrutura do código. Quando você escaneia um código QR com seu celular, um programa no dispositivo começa a procurar padrões na imagem. Seus principais guias são os cantos superiores e, na parte inferior, o canto esquerdo. Dependendo do número de pontos e quadrados, ele conterá mais ou menos informações. Mais tecnicamente, bytes, ou blocos de 8 bits, são representados no código QR como blocos de 8 pontos brancos ou pretos. Para cada bit que eu quiser \"desenhar\", usarei um quadrado branco se o bit for 0 ou um quadrado preto se for 1. A densidade de pontos de um código QR representa a quantidade de informações que ele contém. Algumas imagens são configuradas para armazenar o endereço de uma página da web, o que requer apenas alguns pixels, mas quanto mais texto armazenado, mais pontos e espaços o código terá. Além disso, o fato de serem em preto e branco facilita a captura rápida pelas câmeras. Embora os códigos QR possam ser personalizados em cor e formato, a escolha genérica do preto e branco não é acidental. O contraste ajuda as câmeras a identificar os códigos mesmo em condições de baixa luminosidade. Além disso, os códigos são circundados por uma moldura vazia, a chamada \"zona estática\", que ajuda a isolá-los do restante do ambiente, tornando-os mais reconhecíveis para as câmeras. Os quadrados menores, chamados quadrados de alinhamento, ajudam o dispositivo a corrigir a posição e a orientação do código na imagem, para que ele possa ser lido mesmo se a foto for tirada de cabeça para baixo.